terça-feira, 7 de julho de 2009

Guarani defende invencibilidade

Melhor time da Série B e único invicto da competição, com sete vitórias e dois empates, o Guarani terá uma verdadeira prova de fogo para confirmar sua boa fase nesta terça-feira, às 21h, no Brinco de Ouro, em Campinas.

O duelo que abrirá a décima rodada da competição será justamente contra o vice-líder do torneio e principal perseguidor do Bugre na tabela de classificação, o Brasiliense, que soma 19 pontos e está a quatro dos campineiros.

Para manter ou ampliar a distância diante da equipe do Distrito Federal, o técnico Vadão conta com a boa fase do sistema defensivo, comandado pelo goleiro Douglas.

O time tem a segunda melhor marca da competição, com cinco gols sofridos contra quatro do Vasco, mas não é vazado desde a quarta rodada, na vitória por 3 x 2 sobre o Bragantino.

De lá para cá, cinco jogos se passaram sem que o Alviverde tenha que ir buscar a bola nas redes, nas vitórias sobre Figueirense, Ponte Preta e São Caetano, todas por 1 x 0, e nos empates diante de Vasco da Gama e Vila Nova, este na última rodada.

O técnico Vadão deverá fazer duas alterações em relação ao time que atuou em Goiânia na última rodada: no ataque, Ricardo Xavier retorna de suspensão e forma o setor ao lado de Caíque, com Nei Paraíba retornando para o banco de reservas. No meio-campo, Walter Minhoca, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, dá seu lugar para Rodriguinho.

Independentemente das mudanças, o que Vadão quer de sua equipe é mais capricho na hora de finalizar. Para o treinador, esse foi o principal defeito apresentado no empate sem gols diante do Vila Nova no Serra Dourada.

"Apresentamos boa posse de bola, mas pecamos demais na hora de finalizar ou deixar o companheiro na cara do gol. Precisamos corrigir essas falhas, pois isso não pode mais acontecer", alertou.

Brasiliense testa sua força

Em segundo lugar na tabela, Jacaré enfrenta o Guarani. Bugre está invicto e não sofre gol há 475 minutos

O Brasiliense coloca à prova nesta terça-feira, a sua boa campanha na Série B do Brasileiro. Contudo, dois são os obstáculos que os comandados de Roberval Davino terão que ultrapassar: primeiro o líder Guarani e, segundo, o fato de jogar no estádio do inimigo, o Brinco de Ouro da Princesa.

Que a torcida do Jacaré, contudo, não fique preocupada. O time já deu provas de que, nesta competição, também sabe morder seus inimigos, mesmo quando eles atuam diante dos seus torcedores.

Esse retrospecto vale contra a Portuguesa, na virada pela contagem mínima, no Canindé; frente ao Paraná (2 x 0), em Cuiritiba e, antes, devemos relembrar os 3 x 2 no Fortaleza, na capital alencarina.

Em outras palavras, o time amarelo conquistou nove dos 19 pontos que acumula no torneio atuando fora dos seus domínios. O grupo do supercampeão do DF é bom tecnicamente, experiente, entrosado e que costuma jogar bem mesma na condição de visitante.

O que aconteceu na última rodada – empate com o Duque de Caxias, no Serejão -, não deve ser levado em consideração. Foi uma daquelas chamadas noites negras, quando nada, ou, quase nada, dá certo, a começar pelo pênalti desperdiçado pelo goleador Fábio Júnior

Guarani testa sua invencibilidade

Líder invicto, Bugre recebe o 2º colocado Brasiliense e pode disparar na tabela em caso de vitória

O badalado Guarani tem um adversário de respeito esta noite, no Brinco de Ouro. Afinal, o líder invicto da Série B do Brasileiro recebe às 21h o Brasiliense, segunda melhor equipe da competição e que promete seguir na cola dos bugrinos.

No principal duelo desta 10ª rodada, o Bugre terá mais uma chance de provar que não está na liderança por acaso. “Vencer o Brasiliense, que tem uma equipe experiente e também vive um bom momento, é mais uma afirmação para o nosso time”, reconhece o volante Glauber.

Para o Guarani, a vitória também significa manter uma boa vantagem sobre a concorrência. “Podemos nos distanciar ainda mais do segundo colocado (o próprio Brasiliense). Se vencermos, teremos pelo menos seis pontos a mais na tabela e, dependendo da rodada, este número pode chegar a sete”, calcula Glauber.

O Guarani hoje tem 23 pontos contra 19 do Brasiliense. Se o vice-líder perder esta noite no Brinco, Ponte Preta (3º), Atlético-GO (4º) e Portuguesa (5º) poderão chegar, no máximo, a 20 pontos na rodada.

“Nossa força está sendo testada a cada partida”, observa Glauber. “Vencemos alguns jogos com o placar apertado (1 x 0), mas a Série B é assim mesmo. Temos de encarar este jogo contra o Brasiliense da mesma forma que enfrentamos os outros adversários, sempre buscando a vitória”, completou o volante.

Warley Menezes Baptista
Agência Anhangüera de Notícias

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Brasília estréia com empate

O Brasília marcou a sua reestréia em competições nacionais na tarde deste domingo. Pelo Grupo A-08, o Colorado do Guará recebeu o Crac, de Catalão (GO), no estádio do Cave, em partida bastante contestada no quesito arbitragem, e não saiu de um empate por 1 x 1.

O zagueiro Adriano abriu o placar para os donos da casa na segunda etapa e Léo Andrade, em cobrança de pênalti, deixou tudo igual. No outro jogo do grupo, Anapolina e Araguaia também empataram por 1 x 1.

Apesar do empate, o que mais chamou a atenção foi a arbitragem do apitador tocantinense Jânio Pires Gonçalves, questionada pelas equipes e muito vaiada pela torcida, principalmente a do Brasília, que reclamou do pênalti favorável ao time goiano. Já os visitantes reclamaram de várias outras marcações.

O Brasília começou a partida um pouco melhor, com mais posse de bola. A primeira oportunidade foi do lateral esquerdo Rafinha. Com um chute de fora da área, ele levou perigo para o goleiro Helder, logo aos seis minutos.

Dois minutos depois, o Brasília apareceu com perigo, novamente com Rafinha. O lateral arriscou do bico da área, mas a bola bateu na rede pelo lado de fora, assustando o time goiano.

A primeira chance do Crac foi aos 11 minutos. O atacante Léo Andrade recebeu dentro da área, escolheu o canto, mas o goleiro Fernando fez uma bela defesa, salvando o Colorado.

O Brasília respondeu sete minutos depois. O atacante Tiago Silva recebeu no bico da área um bom passe de Wellington Dias e chutou rente ao canto esquerdo.

Logo no início do segundo tempo, aos dois minutos, o Brasília abriu o placar com Adriano. Em uma jogada ensaiada durante a semana, o zagueiro colocou o time do Plano Piloto na frente.

Wellington Dias bateu escanteio, o defensor dividiu com a zaga e marcou o gol praticamente com a nuca. Alegria dos jogadores e do pequeno número de torcedores que prestigiou o time no estadinho do Cave.

Aos oito minutos aconteceu o lance mais contestado da partida. O árbitro tocantinense marcou pênalti de Iron sobre Léo Andrade, alegando carga do volante do Brasília. Na cobrança, Léo, com paradinha e tudo, deslocou o goleiro Fernando e empatou para os goianos.

O Leão do Sul, como o time de Catalão é conhecido, só voltou com perigo aos 24 minutos. O atacante Clodoaldo bateu colocado de fora da área e o goleiro Fernando salvou o Brasília com a ponta dos dedos.

Em uma das poucas chances do colorado na segunda etapa, o meia Edmar arriscou uma bola com perigo ao gol do goleiro Helder.

Apenas no final o jogo tomou ares de emoção. Aos 40 minutos, após cobrança de falta, a zaga do Crac afastou mal, o volante Iron bateu forte, mas o goleiro voltou para salvar.

Dois minutos depois o lateral Clein cruzou e Edicarlos, de cabeça, meteu com perigo por cima da meta dos goianos.

O CRAC também assustou aos 45. O atacante Clodoaldo invadiu a área pela direita e chutou sem ângulo por baixo das pernas do goleiro Fernando, a bola passou rente a linha do gol e foi morrer na bandeirinha. A bola não saiu, mas, desatento, o árbitro marcou escanteio.

O Brasília ainda teve um último suspiro, mais uma vez com Edmar. Desta vez da entrada da área o meia bateu forte, mas a bola foi pelo lado direito do goleiro, com muito perigo.

Na próxima rodada o Brasília vai até o Mato Grosso enfrentar o Araguaia, sábado 11 de julho, 19h30 no estádio Bilinão, enquanto o Crac recebe a Anapolina, domingo às 16h, em um duelo caseiro. Por enquanto está tudo empatado no Grupo A8 da Série D. Os dois jogos acabaram empatados em 1 x 1.

FICHA TÉCNICA

Público Pagante: 302
Renda: R$2.274,00
Arbitro: Jânio Pires Gonçalves/TO
Assistente 1: Evandro Gomes/DF
Assistente 2 : Ciro Chaban/DF
4º Árbitro: Wilton Sampaio/DF
Observador: Ruy Ferreira/DF

Brasília

Fernando; Rafael Lomas (Clein), Piu, Adriano e Rafinha; Iron, Bira, Edmar e Wellington Dias (Djalminha); Cassius e Tiago Silva (Edicarlos). Técnico: Augusto César

Fonte: Esportecandango.com.br

Houve melhoras na defesa?

Tudo indica que alguma coisa melhorou no sistema defensivo do Gama. Pelo menos no duelo de ontem no interior do Mato Grosso, o time alviverde não levou gol de cabeça. Mudou o posicionamento dos zagueiros ou a técnica deles? Ou as duas coisas?

Tudo bem que o resultado igual diante do Mixto, em Cáceres, não foi de todo ruim, mas poderia ter sido melhor. Para tanto, bastava que os volantes, os alas e a dupla de zagueiros de área tivessem um pouco mais de cuidado.

A turma lá da frente está fazendo o seu papel. A turma lá de trás, ao contrário. É preciso que haja um equilíbrio entre os dois setores, para permitir que o Gama respire na Série C.

A esta altura dos acontecimentos, o técnico Gueldini deve estar perdendo o que ainda lhe resta de cabelos, no sentido de tirar o Periquito dessa situação, que é incômoda, convenhamos. Como ele vai ter muito tempo até a próxima partida, é possível que, com muita conversa e treinos táticos, o panorama mude pelos lados do Ninho do Periquito.

Com o empate de ontem diante do Mixto, a quem vencera no primeiro turno por 2 x 0, no Bezerrão, o Gama permanece na quarta e penúltima colocação entre os cinco clubes participantes do Grupo C da competição.

Em cinco jogos, o alviverde só conseguiu ganhar do Mixto. Em compensação, obteve dois empates e foi derrotado duas vezes. Até que o desempenho do seu ataque não é mal: sete gols, o segundo melhor do grupo, atrás apenas do Guaratinguetá, que fez nove.

A defesa, ao contrário, é o chamado “patinho feio”. Obrigou o goleiro Alencar a buscar a bola no fundo das redes em dez oportunidades. Abra o olho, Gueldini, com essa sua defesa!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Que ele seja o Piá da Ponte Preta

Sabidamente, o técnico Reinaldo Gueldini, pediu à diretoria do Gama, a contratação de um defensor e de um meio campista, como forma de reforçar o time no restante do Brasileiro da Série C, naquelas posições que ele julga ainda serem deficientes.

Pedido feito, pedido atendido. O departamento de futebol foi à caça e trouxe os reforços solicitados. Primeiro foi o quarto-zagueiro Jaílson, cujo último clube foi o Tigres, do Rio de Janeiro. Ontem, chegou um meia-atacante para lá de experiente.

Trata-se de Piá, de 35 anos – completará 36 em novembro. O torcedor gamense, acredito, deve se lembrar dele, quando surgiu na Ponte Preta, passou pelo Corinthians, Santos, Coritiba, Cruzeiros e que já vestiu a camisa de dezenas de outros clubes do país. Seu mais recente clube foi o União São João, de Araras (SP).

Reginaldo Rivelino Jandoso, embora existam registros que o citam como Revelino -, seu nome de batismo, jogou com o brasiliense Washington, o mesmo goleador que hoje veste a camisa do São Paulo, quando ambos estavam na Macaca Campineira. Ele pesa declarados 84 quilos e mede 1,86 de altura.

Quando tinha menos idade, Piá se envolveu em vários problemas, tanto dentro como fora de campo. Foi punido, teve seu nome jogado na lama, exatamente por causa de seu temperamento difícil. Porém, acredito que hoje, com os quase 36 anos nas costas, ele deve estar mais calmo, pensando em ganhar seu dinheiro de forma honesta e ajudar seus familiares.

Canhoto, Piá sempre foi um jogador técnico, que adora fazer lançamentos longos, sempre procurando um atacante melhor colocado em condições de chute. Até onde sei, ele também chuta bem de fora da área. Espero que a sua técnica e a sua experiência dêem um padrão de qualidade ao atual time alviverde.

Washington é mais um a deixar o Mixto

As críticas de que carregava a bola em demasia e atrapalhava os contra-ataques do time, aliada à reserva, imposta pelo novo técnico Luís Dário, foram a gota dágua para o meia Washington.

Indicado por Marcelo Vilar, técnico demitido após a derrota de 1 x 0 para o América-MG, em Cáceres, o jogador já não tinha mais ambiente para brigar pela posição e preferiu se desligar do elenco alvinegro. O comunicado foi feito na manhã de ontem a diretoria do clube.

Washington é o quinto jogador recém contratado a deixar o clube. Primeiro foi o atacante Nonato, depois, vieram os atacantes Gil e Edson Di, o volante Ronaldo, e o meia Aílton.

A torcida não reclamou, afinal, Gil, até então cedido pelo Palmeiras, não havia jogado uma partida sequer e Edson Di não tinha como disputar a vaga com Finazzi, Alex Dias, Buiú e Tiago Tiziu.

Já o volante Ronaldo foi quase que uma unanimidade: não agradou a ninguém. Aílton sim, foi a grande decepção. Longe do grande articulador que brilhou no União de Rondonópolis, cavou sua própria dispensa.

Assim, a diretoria chegou onde queria, com um elenco mais enxuto, cortou as gorduras e agora pretende brigar para escapar do rebaixamento, domingo, em Cáceres, diante do Gama.

Nos treinos de ontem a novidade foi a reapresentação de Alex Dias. O jogador foi à Goiânia acompanhar o nascimento da filha. Com isso, Luís Dário só define o time nesta sexta-feira, pela manhã. A única dúvida reside no meio campo.

Ontem a tarde a equipe treinou no Sesi, em Várzea Grande, longe da torcida, que chegou a vaiar alguns jogadores, quarta-feira, no Dutrinha.